Plano de Desenvolvimento da Saúde 2.0: Estratégia Portugal Saúde 2030/35: Inovação, Conhecimento e Competitividade
O Plano de Desenvolvimento da Saúde 2.0 - Inovação, Conhecimento e Competitividade (PDS 2.0) propõe uma visão para um ecossistema da saúde orientado pelo conhecimento, impulsionado pela inovação e capaz de competir globalmente, com horizonte em 2035
O Plano de Desenvolvimento da Saúde 2.0 – Inovação, Conhecimento e Competitividade (PDS 2.0) propõe uma visão para um ecossistema da saúde orientado pelo conhecimento, impulsionado pela inovação e capaz de competir globalmente, com horizonte em 2035. Responde a desafios estruturais, como a fragmentação dos sistemas de informação, a falta de articulação entre as políticas de saúde, ciência e economia e a complexidade dos processos regulatórios e de certificação. Propõe, por isso, uma abordagem integrada que promova a transformação digital, a modernização dos cuidados de saúde e a valorização do conhecimento científico, criando melhores condições para o desenvolvimento e a adoção de soluções inovadoras.
Para concretizar esta ambição, o plano identifica cinco eixos estratégicos:
- Dados e transformação digital
A integração dos dados em saúde é uma das prioridades do PDS 2.0. O plano defende o reforço da interoperabilidade entre os sistemas públicos e privados, criando condições para acelerar a utilização da inteligência artificial, da medicina personalizada e de modelos de gestão baseados em valor. Para concretizar esta transformação, propõe a criação de uma Agência Nacional de Saúde Digital, participada pelo sector público e o privado, responsável por coordenar a governação dos dados, definir normas de interoperabilidade e estabelecer condições para a sua utilização em investigação, inovação e definição de políticas de saúde.
- Medicamentos inovadores e tecnologias digitais
O PDS 2.0 identifica um potencial de investimento que pode atingir os 2 mil milhões de euros em medicamentos inovadores e tecnologias digitais. O objetivo é dinamizar o investimento das empresas farmacêuticas nacionais e atrair multinacionais de referência, reforçando a capacidade de Portugal para desenvolver e acolher projetos de inovação farmacêutica. O plano propõe ainda a criação de um enquadramento nacional para a prescrição e o financiamento de soluções digitais em saúde, por forma a estabelecer condições para a sua prescrição formal e comparticipação e facilitar a sua integração nos cuidados de saúde.
- Resiliência e valor no Sistema de Saúde
Perante os desafios do envelhecimento da população, das doenças crónicas e das desigualdades no acesso aos cuidados, o PDS 2.0 propõe uma evolução para modelos assistenciais mais preventivos e descentralizados. Entre as medidas previstas estão o reforço dos cuidados de proximidade, a introdução sistemática da prescrição social e a integração das farmácias comunitárias como pontos de acesso aos serviços de saúde. A estratégia prevê também a transição para modelos de financiamento baseados em valor, que relacionem os resultados clínicos com os custos associados a cada condição clínica, contribuindo para uma utilização mais eficiente dos recursos.
- Valorização do conhecimento
Outra das prioridades identificadas é a necessidade de transformação do conhecimento científico aplicado em valor económico e social, para posicionar Portugal como um hub competitivo para o desenvolvimento de produtos, serviços e soluções de saúde, bem como para a realização de ensaios clínicos e atividades de investigação biomédica de elevada relevância internacional.
- Acesso ao Mercado
O plano identifica a necessidade de modernizar os mecanismos de regulação e acesso ao mercado, reforçando o papel dos reguladores como parceiros estratégicos da inovação, promovendo a internacionalização da saúde portuguesa e acelerando a entrada de novas soluções através de instrumentos como sandboxes regulatórias e da criação de condições para acelerar a certificação, fortalecendo a competitividade do ecossistema nacional.
Consulte aqui o Plano de Desenvolvimento da Saúde 2.0: